Análise SWOT: o que é?

Alexandre Monteiro
Alexandre Monteiro - 10 de maio de 2017
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Qual é a primeira coisa que deve vir à sua mente quando o assunto é a tomada de decisões de um negócio, em relação à definição de estratégias e ao desenvolvimento de novos projetos? Se a sua resposta foi “planejamento”, você acertou! É sobre isso que a análise SWOT se trata. Ela é uma das ferramentas mais usadas no mundo empresarial, quando se pretende avaliar o cenário em que um negócio está inserido. Isso é, os ambientes internos e externos, com a finalidade de otimizar o desempenho da instituição e se decidir pelo caminho certo a seguir.

O que é a análise SWOT, para que ela serve e como ela pode ser feita? No post de hoje, você descobrirá isso tudo mais a fundo. Continue a leitura!

O que é a análise SWOT?

A análise SWOT foi criada nos anos 60, na Universidade de Stanford, em um projeto de pesquisa que estudava as 500 maiores corporações dos EUA na época, analisando e cruzando os seus dados de forma sistemática. Para isso, utilizou-se um método que, rapidamente, tornou-se conhecido pelas principais empresas do mundo, sendo amplamente utilizado para a formulação de estratégias.

No Brasil, a análise SWOT também é bastante aplicada. Não importa qual seja o seu nicho mercadológico, pequenas, médias e grandes empresas (até mesmo multinacionais) podem — e devem — realizar essa análise, se desejam obter informações significativas para o planejamento do futuro organizacional.

A partir dela, faz-se um diagnóstico completo sobre a empresa e o ambiente pelo qual ela está cercada. Dessa forma, é possível contar com um maior embasamento na hora de elaborar estratégias de marketing e de gestão. O resultado da análise, também chamado de Matriz SWOT, identifica os fatores internos e externos que precisam ser trabalhados e que demandam atenção, assim como os pontos mais fortes da instituição que devem ser ressaltados.

Para que ela serve?

Como já foi dito, a análise SWOT ajuda as empresas a encontrarem informações relevantes para fundamentar a sua tomada de decisões. Já que ela consiste em uma metodologia bem simples, pode ser utilizada em qualquer situação em que a sua instituição precise tomar decisões.

A partir dela, pode-se diminuir riscos e evitar futuros enganos na hora de, por exemplo, criar estratégias de marketing, lançar novos produtos ou se aventurar em novos nichos de mercado. Veja abaixo os objetivos de uma análise SWOT:

  • tomar decisões de forma mais segura;

  • ter maior compreensão sobre o cenário organizacional;

  • saber qual é a posição da sua empresa em relação à concorrência;

  • obter maior leque de alternativas de ações;

  • conseguir estabelecer itens que sejam prioridade de atuação;

  • fortalecer pontos positivos;

  • aperfeiçoar possíveis falhas;

  • preparar estratégias para resolver problemas;

  • aumentar as oportunidades de crescimento da empresa;

  • redução de erros;

  • realizar previsão de vendas de acordo com as condições da empresa e do mercado.

É recomendável que essa análise seja feita pelo gestor da empresa ou por um profissional de marketing. Para alcançar maiores resultados, é necessário que toda a equipe participe do processo.

Até porque, são os especialistas de cada área que possuem um conhecimento mais específico acerca dos desafios encontrados no trabalho e qualidades a serem potencializadas. Além disso, envolver os colaboradores no procedimento fará com que eles se sintam parte da empresa, consequentemente, instigando o seu engajamento em prol de um objetivo comum.

Como aplicá-la na sua empresa?

Primeiramente, é preciso entender qual é o conceito de cada palavra que compõe a sigla SWOT:

Strenghts (forças)

Refere-se às forças e vantagens internas da sua empresa em relação à concorrência. Aqui, deve-se levantar alguns pontos, como:

  • vantagem competitiva;

  • melhores recursos;

  • melhores produtos;

  • melhores processos;

  • melhores atividades;

  • nível de engajamento dos consumidores.

Weakness (fraquezas)

Refere-se às desvantagens internas da empresa em relação aos concorrentes, sendo então, o oposto do que citamos acima. É preciso rever:

  • capacitação dos colaboradores;

  • confiabilidade dos processos;

  • qualidade das matérias-primas;

  • conhecimento sobre a concorrência.

Opportunities (oportunidades)

São os fatores externos que influenciam o negócio de forma positiva. Aqui, é necessário saber:

  • se há eventos na região que podem ser aproveitados pela empresa;

  • se há algum tipo de redução de impostos que possa favorecer a empresa;

  • se existe uma ampliação de crédito ao consumidor que possa alavancar as vendas;

  • se houve alguma mudança econômica do governo.

Threats (ameaças)

Ao contrário das oportunidades, aqui se incluem as forças externas negativas que podem comprometer a sua empresa, tanto no seu planejamento estratégico quanto nos seus resultados. São elas:

  • grandes e novos concorrentes no mercado;

  • variação cambial que inviabilize a importação de matéria-prima;

  • novas políticas de tributação que afetam a empresa.

Ambiente interno x ambiente externo

Agora, vamos distinguir as duas óticas de análise utilizadas:

1- Análise do ambiente interno

Os fatores internos são referentes a tudo que pode ser controlado, já que se encontram sob domínio da empresa. Portanto, analisam-se as forças e fraquezas. Por exemplo: treinamento, propaganda, localização, salários e benefícios, planejamento, pessoal e clima organizacional.

Uma vez que a empresa tem conhecimento sobre seus pontos fortes, ela se torna capaz de desenvolvê-los da melhor forma. Estando ciente dos pontos fracos, ela consegue corrigi-los ou evitá-los.

2- Análise do ambiente externo

Já o ambiente externo trata das oportunidades e ameaças, as quais não estão ao alcance da empresa e não podem ser controladas, tais como: fatores naturais, ambientais e institucionais. Ao monitorar as oportunidades, a instituição pode trabalhar de forma ativa para aproveitá-las. Conscientizando-se sobre as ameaças, fica mais fácil intervir e evitar que elas afetem o negócio, minimizando os riscos.

3- Análise SWOT Cruzada

A análise feita sobre como as forças e fraquezas influenciam as chances de oportunidades ou ameaças acontecem se chama SWOT Cruzada. É dessa forma que você saberá quais planos de ação eficazes podem ser desenvolvidos, a fim de colocar suas estratégias em prática.

Para isso, você já deverá ter todas as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças registradas. Depois, é necessário analisar a maneira como os fatores internos listados podem influenciar a concretização dos fatores externos. De acordo com os resultados do cruzamento, você pode desenvolver estratégias bem-sucedidas:

Estratégia ofensiva

É quando cruzamos os pontos fortes às oportunidades, analisando-se como eles ajudam na possibilidade delas acontecerem. Essa estratégia tem o intuito de auxiliar no aperfeiçoamento e crescimento dos fatores positivos do seu negócio.

Estratégia de defesa

Cruzam-se os pontos fracos e as ameaças. Essa estratégia visa minimizar as falhas e os possíveis impactos negativos que eles podem resultar. É necessário pensar em como é possível diminuir as chances das fraquezas de sua empresa transformarem uma ameaça em realidade.

Estratégia de confronto

Ao cruzar os pontos fortes e ameaças, têm-se as estratégias de confronto. O objetivo aqui é pensar em como as forças da sua empresa podem colaborar para reduzir os riscos.

Estratégia de reforço

Por fim, os pontos fracos se cruzam com as oportunidades. O seu propósito é permitir a observação de como se pode diminuir os impactos causados na empresa e como os pontos fracos têm reduzido as chances de oportunidades acontecerem. Portanto, deve-se aperfeiçoá-los para evitar que eles atrapalhem no ambiente interno da empresa.

Passo a passo

Agora que você já sabe no que consiste a análise SWOT, vamos à prática! A seguir, veja um simples passo a passo para lhe auxiliar a aplicar essa metodologia em sua empresa:

  1. Primeiro, você deve montar uma tabela e dividi-la em 4 quadrantes.

  2. No primeiro quadrante de cima, você escreverá FORÇAS. No segundo, escreverá FRAQUEZAS. Ambos vão se referir ao ambiente interno.

  3. No primeiro quadrante de baixo, você escreverá OPORTUNIDADES e, no segundo, AMEAÇAS. Ambos vão se referir ao ambiente externo.

  4. Agora é necessário listar, dentro de cada quadrado, os aspectos correspondentes encontrados na sua empresa.

  5. Em seguida, a partir da análise cruzada, é hora de determinar estratégias, de forma a usar os fatores internos para potencializar os fatores externos, quando forem positivos, ou para contorná-los, caso forem negativos.

Viu como não é tão difícil quanto parece? Para que ela seja ainda mais assertiva, veja algumas dicas que você pode seguir:

  • faça a análise das áreas específicas de atuação da sua empresa;

  • seja realista;

  • lembre-se de que a análise é subjetiva;

  • aplique a análise fazendo comparações entre a sua empresa e a concorrência;

  • evite fazer listas muito longas e busque dar prioridade aos pontos mais relevantes;

  • seja específico nos pontos listados e evite complexidade.

Por que usar esse tipo de análise?

Como já foi dito, apesar de simples, essa análise é muito indicada para que uma empresa se conheça a fundo e saiba exatamente quais são seus pontos positivos e negativos, bem como o cenário em que está posicionada, as ameaças e oportunidades que ele oferece. Só assim é possível criar um planejamento estratégico bem-sucedido e garantir o crescimento do seu negócio.

Mas é claro que o processo da análise SWOT demanda esforço da equipe. É necessário realizar pesquisas de dados e não se basear em achismos.

Pode ser que o resultado encontrado sobre os pontos negativos e as ameaças preocupem o gestor e causem algumas desilusões. Por isso, não se esqueça de ter sempre os pés no chão e manter a cabeça erguida diante de possíveis realidades frustrantes. Não desanime e siga em frente.

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  • Luciano Fonseca

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