4 ps do marketing: o que são e como usar o conceito de Mix Marketing

Ingage
Ingage - 29 de outubro de 2019

Trabalhar com números e métricas é fundamental para uma empresa que pretende crescer e alcançar novos desafios. Utilizar estratégias de divulgação e propagação de seus produtos e marca é essencial nesse contexto e, por isso, conhecer bem os 4 Ps do marketing se faz necessário.

Também conhecido como “Mix de Marketing”, os 4 Ps do marketing foi criado pelo professor Jerome McCarthy e difundido mundialmente por Philip Kotler. Produto, Preço, Praça e Promoção são os pilares que estruturam as estratégias a fim de garantir resultados positivos em vendas e o crescimento exponencial da empresa.

Esse conceito faz parte da rotina de profissionais da área de publicidade e marketing, mas ainda apresenta muita confusão para pessoas que precisam atuar com essas quatro palavrinhas no dia a dia, mas não são graduadas na área. Pensando nisso, esse conteúdo vai ajudar você a compreender melhor o Mix de Marketing, percebendo a importância desses fundamentos.

Quer entender como os pilares dos 4 Ps do marketing pode ajudar na sua estratégia de venda e marca? Continue a leitura!

O que são os 4 Ps do marketing?

Os 4 Ps do marketing são um conceito amplamente divulgado entre os profissionais da área de publicidade. Ele resume quatro pilares fundamentais para uma estratégia de marketing, todos eles começando pela letra P: produto, preço, praça e promoção.

Segundo a teoria, os conceitos devem ser considerados no momento de realizar o planejamento estratégico e executar as ações. E por meio do uso dos 4 ps que a empresa pode atingir seus objetivos de divulgação, vendas, construção e fortalecimento da marca. Ou seja, esses pilares precisam fazer parte da rotina da equipe de marketing de uma organização.

Os 4 Ps do marketing também são conhecidos como “Mix de Marketing” ou “Composto de Marketing” e a elaboração desse conceito é do ano de 1960, quando Jerome McCarthy publicou seu livro “Basic Marketing: A managerial Approach” — Marketing Básico: Uma visão gerencial, no Brasil.

Os seguidos estudos realizados por Philip Kotler disseminou o Mix de Marketing para todo o mundo, complementando a teoria elaborada por McCarthy e dando um caráter mais prático. Foi Kotler quem definiu o conjunto como ferramentas aplicáveis para o marketing nas empresas.

A grande contribuição de Kotler veio por meio do livro “Administração de Marketing: a bíblia do marketing”, originalmente lançado em 1967 e com 14 edições no Brasil, sendo a mais recente lançada em 2012.

Se considerarmos que o sucesso para um negócio é a venda de determinado produto ou serviço, torna-se necessário o estabelecimento de uma marca firme e consolidada. Aplicando — de forma equilibrada — os 4 ps de marketing, é possível criar e estimular uma relação com os potenciais clientes.

Tudo é uma questão de equilíbrio, quando o produto, o preço, a praça e a promoção são estrategicamente elaboradas e utilizadas equalizadamente, os resultados são impulsionados e os objetivos alcançados.

Um exemplo aplicado no Brasil é a Havaianas. A empresa cresceu o seu mercado e sua marca no cenário nacional começando aos poucos. Há 20 anos, a empresa comercializava seu produto para um público de menor poder aquisitivo, fazendo chinelos mais simples e baratos. Atualmente, os calçados atingiram um novo patamar, sendo considerado como grife internacionalmente.

“P” de produto

Esse “P” está relacionado ao que a empresa comercializa, podendo ser um objeto ou um serviço. O produto é qualquer coisa que possa ser oferecida como um negócio, tendo um valor agregado e atendendo às necessidades de um determinado grupo de pessoas — também conhecido como público-alvo.

Algumas questões podem ajudar na definição de um produto:

  • Para qual objetivo esse produto se destina? Como ele atende as necessidades ou desejos das pessoas

  • Quais as funções são necessárias para atingir tais expectativas?

  • Como, em qual local e quando o cliente poderá utilizar?

  • Ele é um produto físico? Qual será o seu formato, estilo, tamanho e cor?

  • Como será o nome?

  • Como esse nome se envolverá com a marca?

  • Qual o diferencial competitivo desse produto em relação aos concorrentes?

Ao responder cada uma dessas questões é possível criar um esqueleto do modelo de negócio que a sua empresa aplicará. Além disso, esse é o momento para elaborar e entender o ciclo de vida do seu produto, ou seja, qual será o comportamento no mercado, desde a introdução ao declínio.

Conseguir visualizar todo esse ciclo facilita na compreensão de como esse produto poderá, de fato, ser comercializado e aplicado no mercado. Para isso, a estratégia de benchmarking pode ser de grande valia, pois ela estimula a análise e a compreensão dos concorrentes.

“P” de preço

Esse pode ser o maior desafio para muitos empreendedores. A precificação do produto ou serviço pode ser complicado para quem nunca o fez, mas existem mecanismos e estratégias que facilitam e ajudam nesse momento.

Definir o valor do produto é bastante sensível para o sucesso do negócio, pois quando não há compatibilidade entre o que é oferecido e o valor pelo qual as pessoas pagam para adquiri-lo, é possível que menos vendas sejam realizadas, chegando ao ponto de comprometer a sobrevivência da empresa.

O preço precisa ser calculado considerando os custos de produção, o investimento para o crescimento da empresa e a margem de lucro. Caso contrário, o negócio ficará inviabilizado. A gestão também precisa considerar o pagamento dos funcionários, os benefícios proporcionados pela organização, a manutenção da sede etc.

Além disso, o valor também é um posicionamento da empresa em termos de marca, pois estabelece um relacionamento com os clientes. Quando a organização foca o seu produto para um público-alvo específico, mas trabalha com preços incompatíveis com a capacidade de compra deste público, há uma potencial rejeição ao produto no mercado.

Levando todos esses fatores em consideração, é preciso estabelecer um preço coerente perante o mercado. Estudar os valores que os concorrentes estão aplicando é uma maneira de tornar o produto competitivo e mais próximo do público.

Atualmente, os clientes procuram um verdadeiro envolvimento com a marca. Isso significa que para comprar determinado produto ou serviço, é preciso que a pessoa enxerga valor — não em preço, mas também em ideais. Para chegar a essa precificação, é preciso responder algumas perguntas:

  • Qual é o menor valor financeiro que o produto pode ter a fim de garantir retorno?

  • Qual o maior valor aceitável pelo mercado?

  • Como o cliente enxerga a questão de custo de um produto?

  • Qual é o preço praticado pelos líderes do mercado?

  • Como está o preço do produto em comparação aos concorrentes?

“P” de praça

Esse pode ser um conceito que apresenta algumas dificuldades de entendimento, isso porque “praça” não é uma palavra utilizada no cotidiano para o sentido aqui definido. “Praça” para os 4 ps de marketing está relacionado ao local no qual o produto será comercializado.

Em inglês, essa sigla está relacionada a “placement” o qual — em uma tradução livre — seria entendido como “colocação no mercado”, no Brasil. Ou seja, não está limitado apenas a questões geográficas e físicas, mas também em sua amplitude. A empresa pode, por exemplo, estar situada no interior de São Paulo e — por meio de um e-commerce — vender para todo o Brasil.

Nesse exemplo descrito, a “praça” da empresa é exatamente o e-commerce que ela utiliza para comercializar o seus produtos e serviços. A intenção é garantir que as pessoas tenham acesso à marca para fazer suas compras, seja em um ambiente on-line ou off-line.

A partir da compreensão do que é “praça” dentro desses conceitos, é preciso estabelecer um planejamento adequado para garantir que a presença do seu produto seja compatível aos lugares no qual seus clientes estão.

É importante, nesse caso, pensar na abrangência da oferta. Conseguir impactar o potencial cliente por diferentes meios de comunicação é uma alternativa para conseguir apresentar sua marca. Utilizando o equilíbrio nessa divulgação, é possível não irritar os clientes e atraí-los para fazer negócio.

Para conseguir ser eficaz na elaboração da praça, existem algumas perguntas a serem respondidas para ajudar:

  • Por onde o seu público tem o hábito de procurar pelos produtos e serviços?

  • Se for estabelecimento físico, quais são os tipos específicos que o público frequenta?

  • Quais as redes sociais utilizadas? Esses clientes gostam de comprar em e-commerce?

“P” de promoção

Com isso, chegamos ao último dos 4 Ps de marketing, o de promoção. Aqui não estamos falando de liquidações ou preços promocionais como em shoppings e centros comerciais, o conceito é diferente, está relacionado ao sentido de promover a marca e as soluções.

A intenção aqui é pensar e elaborar mecanismos de divulgação da marca, tanto no mundo on-line como off-line. A mensagem precisa chegar até as pessoas, pois é a maneira de tornar a empresa conhecida e os produtos serem considerados para futuros negócios.

Quando todos os Ps anteriores foram bem trabalhados, conseguir divulgar e promover fica mais fácil, pois houve um pensamento estratégico considerando o mercado e as necessidades do potencial cliente. Agora, é conseguir elaborar uma mensagem que seja relevante para ele.

Para transformar uma empresa desconhecida em uma possível solução para as necessidades e anseios de uma pessoa é preciso conseguir responder às seguintes interrogações:

  • Qual é o melhor mecanismo para transmitir as mensagens de marketing para o seu público-alvo?

  • Quais os melhores canais — TV, rádio, internet, impresso — e ações para estabelecer uma relação com os potenciais clientes?

  • O produto atua com mercado sazonal (como a páscoa, o carnaval ou o natal)?

  • Como os concorrentes promovem seus produtos e serviços?

Com as respostas, é possível direcionar as ações da equipe de marketing para conseguir trabalhar de maneira efetiva com os potenciais clientes e conseguir reverter em vendas. Caso contrário, a empresa sofrerá para estabelecer um relacionamento e, consequentes, negócios.

Algumas estratégias podem ajudar na promoção da marca e produtos: o inbound marketing, o SEO são ferramentas que possibilitam a comunicação com os potenciais clientes pela internet.

Existe exemplo dos 4 Ps do marketing na prática?

Diferentes empresa já aplicaram o conceito do Mix do Marketing na prática. Além da Havaianas, citada anteriormente, a Coca-cola é outra grande organização que aplicou os 4 Ps do marketing em suas ações de crescimento e solidificação da marca.

A empresa foi fundada em 1886, período anterior aos estudos e elaboração da teoria por Jerome McCarthy. Apesar disso, os princípios estipulados pelo professor ajudam a compreender o crescimento da bebida em todo o mundo.

O produto sofreu diferentes alterações para diversificar sua oferta, mas sem perder a essência e o sabor que consolidou a marca há nos. Atualmente, existem diferentes versões da bebida, algumas mais saudáveis e com menos quantidade de açúcar e calorias, tudo isso para se adaptar às necessidades dos consumidores.

Por ser um produto de diversificado públicos, existem diferentes versões. Há bebidas com tamanhos direcionados para a família, para consumo individual, para consumo rápido etc. Toda essa variação na apresentação e formas impacta também o preço, que é variante.

Além disso, para promover a marca, a empresa se tornou patrocinadora de grandes eventos. Dessa forma, é comum você encontrar a marca exposta em locais públicos e diversificados.

O conceito dos 4 Ps do marketing evoluiu com a modernidade?

Até aqui mostramos para você como o conceito dos 4 Ps podem ser utilizados no marketing da sua empresa. Entretanto, com os avanços da tecnologia e a transformação das relações de trabalho e de relacionamento social promovidas pela indústria 4.0, é natural que também esse conceito tenha apresentado evoluções.

Atualmente, os clientes estão cada vez mais exigentes e cientes dos seus desejos e ansiedades. Com isso, eles deixaram de passividade para assumir um papel mais ativo na escolha dos produtos e das mensagens de marketing que desejam ouvir e comprar.

Com os smartphones, as pessoas podem recorrer à internet — 24 horas por dia — para ter respostas para algum dúvida que surja ao longo do dia. Dessa forma, são os clientes que buscam informações sobre as marcas e não apenas aguardam para serem impactados pelas mensagens que as empresas criam.

Os 4 Ps do marketing não perderam sua importância, mas ganharam 4 novos companheiros nessa estrutura: pessoas, processos, posicionamento e performance.

  • Pessoa: o comportamento das pessoas precisa ser levado em consideração, para vender é preciso criar uma empatia e um relacionamento entre a marca e o cliente;

  • Processos: a empresa não pode ser burocrática e dificultar o relacionamento com o cliente, é preciso estar presente e ter processos claros e dinâmicos para proporcionar a melhor experiência de consumo possível, antes, no momento e depois de uma venda;

  • Posicionamento: como a marca cria uma interação com a comunidade;

  • Performance: metrificar e acompanhar indicadores de qualidade é fundamental para saber os caminhos que estão sendo seguidos pela empresa, a tempo de corrigir caso necessário.

Os 4 Ps do marketing precisam caminhar juntos. Uma empresa que quer crescer e evoluir junto ao público, precisa levar cada um dos pontos em consideração a fim de se estabelecer como marca e organização. É a partir dessa força que serão criadas novas oportunidades de negócio e vendas.

Vale ressaltar que nada disso será possível se não houver um planejamento adequado. Por isso, aproveite a sua visita e confira nosso conteúdo sobre Plano de marketing e tire suas dúvidas sobre o assunto!

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